O nosso país possui tradições seculares na arte da joalharia e ourivesaria portuguesa e conta com uma valiosa herança de jóias de beleza intemporal.

A origem da utilização de materiais, como acessórios de decoração pessoal, não é conhecida, mas há vestígios desde o Calcolítico (3º milénio a.C). Entre o final da Idade do Bronze (1º milénio a.C. a 800 a.C.) e o início da Idade do Ferro (600 a.C.) desenvolveram-se dois métodos determinantes para a história da ourivesaria portuguesa: a filigrana e o granulado. 

A Península Ibérica era rica em minérios, como por exemplo o estanho, a prata, o ouro, o cobre e o chumbo. A partir do 3º milénio a.C., a utilização dos metais preciosos em território português passou a ser comum e denotado de muitas influências celtas e mediterrânicas. 

Existem referências à profissão de ourives nos séculos XI e XII, mas sendo estas, sempre associadas fortemente a motivos religiosos. Na segunda metade do século XIV, instalam-se as primeiras oficinas de ourives. 

O impacto dos descobrimentos na Joalharia

Os descobrimentos e a expansão marítima portuguesa foram fatores determinantes para o desenvolvimento do setor joalheiro nacional. As pedras preciosas vindas do Oriente e a grande afluência de ouro, diamantes, e outras pedras vindas do Brasil, enriqueceram o país. Assim, a nobreza aumentou a procura crescente por jóias luxuosas quer para ostentação de riqueza e estatuto social, quer como forma de enriquecimento.

A abundância de metais e pedras preciosas e a valorização da joalheria levaram à criação de grandes mestres de ourivesaria que revolucionaram o conceito e as técnicas das jóias produzidas entre os finais do séc. XVIII e inícios do séc. XIX, colocando Portugal numa posição de destaque no panorama da produção de joalharia na Europa.

A Manuel Duarte inicia a sua contribuição para a história por volta de 1931, tornando-se, portanto, uma referência na fabricação de medalhas e peças religiosas.
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